FGTS e INSS do funcionário MEI: como emitir a guia única de pagamento | Kontaê Blog
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FGTS e INSS do funcionário MEI: como emitir a guia única de pagamento
Aprenda como emitir a guia única DAE do eSocial para recolher FGTS e INSS do funcionário do MEI, com passo a passo atualizado para 2026.
Por Kontaê
Publicado em 29/03/2026
Atualizado em 29/03/2026
FGTS e INSS do funcionário MEI: como emitir a guia única de pagamento
Se você é MEI e contratou um funcionário, tem uma obrigação que não dá para empurrar com a barriga: fechar a folha e emitir a guia única de pagamento no eSocial.
É ela que concentra o recolhimento mensal ligado ao empregado, dentro da rotina simplificada do MEI.
E aqui vale um aviso direto: muita informação antiga ainda fala em GFIP, SEFIP e outras voltas que já não representam a rotina mensal normal do MEI com empregado em 2026. Hoje, o caminho principal é outro.
Neste artigo, você vai entender:
o que é a guia única DAE;
o que entra nela;
como emitir no eSocial passo a passo;
qual é o prazo de pagamento;
e em quais situações a lógica muda, como 13º salário e rescisão.
O que é a guia única do MEI com empregado?
A guia única do MEI com empregado é o DAE — Documento de Arrecadação do eSocial.
Na prática, ela é gerada dentro do eSocial depois que a folha da competência é encerrada.
É essa guia que centraliza os recolhimentos mensais ligados ao empregado no fluxo simplificado do MEI.
O que a DAE do MEI recolhe?
Na rotina mensal normal, a DAE reúne os valores de:
INSS patronal do MEI, à alíquota de 3%;
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INSS descontado do trabalhador, conforme a remuneração informada na folha.
A conta que mais interessa para o MEI, do ponto de vista de custo do empregador, continua simples:
3% de INSS patronal + 8% de FGTS = 11% sobre a folha do empregado
Mas atenção: além desse custo patronal, a guia também pode carregar o valor previdenciário descontado do salário do trabalhador, conforme o cálculo feito pelo sistema.
O eSocial calcula a guia sozinho?
Sim, mas com uma condição óbvia que muita gente ignora: você precisa informar a folha corretamente.
O sistema não faz milagre em cima de informação errada.
Na prática, o fluxo funciona assim:
você acessa o eSocial;
informa ou revisa a remuneração do empregado;
encerra a folha do mês;
o sistema apura os valores;
e então libera a emissão da DAE.
Ou seja: a guia nasce do fechamento da folha. Não do desejo do empreendedor.
Onde o MEI emite a DAE?
A emissão é feita no eSocial Simplificado Pessoa Jurídica (MEI), acessado com conta Gov.br.
Esse é o canal oficial para:
admissão;
folha de pagamento;
encerramento da competência;
e emissão da guia única mensal.
Passo a passo: como emitir a guia única de FGTS e INSS do funcionário MEI
Agora vamos ao que interessa de verdade.
Passo 1: acesse o eSocial com sua conta Gov.br
Entre no portal do eSocial e faça login com sua conta Gov.br.
Se você for o próprio titular do MEI, entre no ambiente correto do MEI e, se necessário, troque o perfil para o CNPJ representado.
A lógica é simples: você precisa estar dentro do módulo certo do seu MEI, e não navegando no perfil errado.
Passo 2: entre no menu “Folha de Pagamentos”
Depois de acessar o sistema, vá até o menu de Folha de Pagamentos.
É ali que a rotina mensal acontece.
O eSocial organiza a folha por competência, ou seja, por mês e ano.
Passo 3: escolha a competência correta
Selecione o ano e o mês que você quer fechar.
Aqui mora um erro clássico: tentar emitir guia de um mês sem conferir se aquela competência já está aberta, preenchida ou encerrada corretamente.
Se houver inconsistência em mês anterior, isso pode bagunçar o resto.
Passo 4: informe ou revise a remuneração do empregado
Dentro da folha do mês, você precisa registrar corretamente os dados da remuneração do trabalhador.
Isso inclui, conforme o caso:
salário do mês;
faltas;
adicionais;
descontos;
verbas pagas naquela competência.
Se você não informar corretamente a remuneração, a guia vai refletir o erro. O sistema é obediente, não vidente.
Passo 5: salve as informações da folha
Depois de revisar os dados, salve a remuneração.
Nessa etapa, o ideal é verificar com calma:
se o salário está certo;
se a data de pagamento está coerente;
se não há lançamento duplicado;
e se o empregado está na situação correta.
Passo 6: encerre a folha
Esse é o passo que realmente dispara a apuração da guia.
Depois de preencher tudo, clique em Encerrar Folha.
O encerramento transforma aquelas informações em base declarada para cobrança dos tributos e encargos.
Em português claro: enquanto você não encerra a folha, a emissão da DAE não fecha do jeito certo.
Passo 7: confira o resumo dos valores
Antes de sair clicando como se fosse atualização de aplicativo, confira os valores apurados.
Olhe com atenção para:
INSS patronal;
FGTS;
desconto previdenciário do empregado;
total da guia;
competência correta.
Se houver erro, o melhor momento para encontrar é aqui. Depois do pagamento, o trabalho para arrumar fica mais chato.
Passo 8: clique em “Emitir DAE”
Com a folha encerrada e os valores conferidos, clique em Emitir DAE.
O sistema vai gerar a guia única daquela competência.
Em alguns casos, também existe a possibilidade de editar a composição da guia, selecionando quais tributos entrarão naquele DAE ou ajustando manualmente valores específicos quando houver necessidade técnica. Mas isso não deve ser tratado como rotina comum de quem está emitindo a guia mensal normal.
Passo 9: pague a guia no prazo
Depois de emitida, a DAE deve ser paga até o vencimento.
Atualmente, para o MEI com empregado, o recolhimento unificado via DAE vence até o dia 20 do mês seguinte à competência.
Esse ponto importa porque muita gente ainda carrega na cabeça o vencimento antigo. E boleto não costuma aceitar nostalgia como justificativa.
Exemplo prático
Se você está fechando a folha de março de 2026, a DAE mensal vence em 20 de abril de 2026.
O que acontece se eu não encerrar a folha?
Sem encerrar a folha, a emissão correta da guia não acontece.
E sem guia paga no prazo, você entra em terreno ruim:
atraso no recolhimento;
risco de encargos;
bagunça de histórico;
e problemas trabalhistas e previdenciários evitáveis.
Resumo brutalmente honesto: se você contratou, a folha virou rotina. Não evento especial.
Como corrigir erro na folha antes ou depois da emissão?
Se você percebeu erro antes do pagamento, o caminho mais comum é:
reabrir a folha;
corrigir as informações;
encerrar de novo;
emitir uma nova DAE.
Se a guia anterior já tiver sido paga, a situação pode exigir ajuste manual da nova guia, abatimento de valores ou tratamento mais cuidadoso dentro da lógica do sistema.
Aqui não vale sair no improviso. Se o erro envolver valor relevante, vale revisar com calma antes de recolher novamente.
O que muda no 13º salário?
No 13º, a rotina do MEI tem um detalhe importante:
existe folha própria do 13º
O eSocial exige o fechamento da folha do 13º salário separadamente, com emissão da respectiva guia.
Na prática, isso significa que no fim do ano você pode ter:
uma guia relativa ao 13º;
e outra relativa à folha mensal normal.
Quem esquece isso costuma descobrir do pior jeito: quando acha que uma única guia resolve dezembro inteiro.
O que muda na rescisão do empregado?
Aqui vem um ponto que pega bastante gente.
A guia rescisória de FGTS não segue a mesma lógica da DAE mensal normal em todos os casos
Quando o desligamento gera:
saque do FGTS;
ou multa do FGTS;
o recolhimento rescisório do FGTS vai para o FGTS Digital, e não fica simplesmente resolvido pela DAE mensal padrão do eSocial.
Então a regra prática é esta:
mês normal: DAE no eSocial;
rescisão com FGTS rescisório/multa/saque: olhar também o FGTS Digital.
Ignorar isso é o tipo de erro que vira retrabalho feio.
O MEI precisa emitir guia separada de FGTS e INSS todo mês?
Na rotina mensal normal, não.
É justamente esse o papel da guia única: unificar o recolhimento dentro do fluxo simplificado do MEI.
Mas atenção para a palavra-chave: rotina mensal normal.
Porque, em situações específicas como rescisão com FGTS rescisório, a lógica muda.
Principais erros de quem emite a DAE pela primeira vez
1. Achar que a guia sai sem fechar a folha
Não sai do jeito certo.
2. Informar remuneração errada
A DAE vai refletir exatamente o que foi declarado.
3. Pagar a guia com competência errada
Erro clássico de quem entra com pressa e confere pouco.
4. Esquecer o vencimento do dia 20
Atraso em obrigação trabalhista e previdenciária nunca é boa ideia.
5. Confundir DAE mensal com guia rescisória
Na rescisão, pode haver FGTS Digital na jogada.
6. Ignorar o 13º salário separado
Fim de ano sem planejamento costuma cobrar caro.
Checklist rápido para emitir a guia sem tropeço
Antes de clicar em emitir, confira:
empregado admitido corretamente no eSocial;
competência certa;
remuneração certa;
folha salva;
folha encerrada;
valores conferidos;
vencimento observado.
Esse checklist simples já corta boa parte da bagunça.
Como a Kontaê ajuda o MEI que começa a ter folha
Na prática, o problema do pequeno empreendedor raramente é só “como emitir a guia”. O problema é manter o negócio organizado o suficiente para que a folha não vire caos mensal.
Quando o MEI passa a ter funcionário, entram novas pressões no caixa:
salário;
INSS;
FGTS;
13º;
férias;
provisões;
vencimentos mensais.
Com uma plataforma como a Kontaê, fica bem mais fácil visualizar esse impacto dentro da operação e evitar a gestão no modo “lembrei em cima da hora”.
FAQ sobre FGTS e INSS do funcionário do MEI
O MEI paga FGTS e INSS do empregado na mesma guia?
Na rotina mensal normal, sim. O recolhimento unificado é feito pela DAE do eSocial.
Qual é a alíquota patronal do MEI?
O MEI recolhe 3% de contribuição previdenciária patronal sobre a remuneração do empregado.
Qual é a alíquota de FGTS do empregado do MEI?
O depósito de FGTS é de 8% sobre a remuneração.
O INSS do empregado também entra na DAE?
Sim. O sistema pode incluir a contribuição previdenciária descontada do trabalhador, conforme a folha informada.
Qual o vencimento da DAE do MEI com empregado?
O vencimento do recolhimento unificado é até o dia 20 do mês seguinte à competência.
Preciso emitir a guia antes ou depois de encerrar a folha?
Depois. Primeiro você informa a folha, depois encerra, e só então emite a DAE.
O 13º salário entra na mesma guia do mês normal?
Não necessariamente. O eSocial trabalha com folha própria do 13º, o que gera tratamento separado.
Rescisão entra na mesma lógica da DAE mensal?
Nem sempre. Em desligamentos com saque ou multa do FGTS, o recolhimento rescisório passa pelo FGTS Digital.
Conclusão
Se você é MEI e tem empregado, o caminho certo para recolher FGTS e INSS do trabalhador é este:
acessar o eSocial;
entrar em Folha de Pagamentos;
selecionar a competência;
informar ou revisar a remuneração;
encerrar a folha;
conferir os valores;
emitir a DAE;
pagar até o dia 20 do mês seguinte.
Sem drama, sem ferramenta paralela desnecessária e sem tutorial velho de outra era.
O resumo que presta é:
folha correta, fechamento correto, guia correta
É isso que mantém o MEI pequeno no tamanho, mas profissional na operação.